A Central de Incineração

A Central de Incineração de Resíduos Hospitalares do Parque de Saúde de Lisboa, é a primeira instalação do País e a única no Continente capacitada para o tratamento de Resíduos Hospitalares do Grupo IV - resíduos específicos de risco biológico e químico, de incineração obrigatória - com tratamento das emissões gasosas. Está ainda capacitada para o tratamento de Resíduos Hospitalares do Grupo III - resíduos de risco biológico, contaminados ou suspeitos de contaminação.

A sua exploração e manutenção está atribuída, por concessão, ao SUCH | Serviço de Utilização Comum dos Hospitais, desde 1996, que obteve em  Julho passado licença de exploração, válida até 2012, por parte da Direcção Geral de Saúde.

Esta licença representa o reconhecimento de que a Central, dotada de equipamentos ao nível das mais elevadas exigências europeias , cumpre todas as normas em termos de segurança ambiental.

O SUCH oferece às unidades prestadoras de cuidados de saúde, públicas e privadas, de todo o país, um serviço de gestão integrada de Resíduos Hospitalares (RH), desde a sua origem até ao respectivo tratamento e destino final. Para além do serviço directo a estas unidades, o SUCH procede ainda ao tratamento de Resíduos Hospitalares provenientes de outros operadores.

Datas-chave

Junho de 1975

A unidade foi concebida com duas linhas de incineração (marca "Relopa"), de carregamento manual, com a capacidade de processamento de 2x160 Kg/hora, em regime de laboração de 8 horas por dia, tendo-se mantido em funcionamento dessa forma até Maio de 1997.

Maio de 1997

Procedeu-se a uma primeira requalificação da unidade de incineração, através da instalação de um incinerador (marca "Hoval"), do tipo pirolítico de dupla câmara, com sistema de tratamento de efluentes gasosos. Com uma capacidade de processamento de 500 Kg/hora, em regime de laboração de 8 horas por dia, este incinerador é mais seguro (eficiência de desinfecção muito elevada) e, por isso, mais adequado ao tratamento de RH específicos.

Junho de 2003

Foi efectuado um novo recondicionamento do equipamento de incineração, que consistiu basicamente na introdução de alterações na primeira câmara de combustão, através da automatização do sistema de retirada das escórias provenientes da incineração, o que tornou possível a laboração em contínuo (24 horas por dia cerca de 305 dias por ano).

Na mesma altura e no que respeita às emissões de efluentes gasosos, aumentou-se o leque dos parâmetros monitorizados.

Foi também efectuada a alteração de combustível utilizado nos queimadores auxiliares, de gás propano para gás natural.

Março de 2006

Emissão de Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável ao projecto de requalificação da Central de Incineração de Resíduos Hospitalares, condicionada aos aspectos constantes da DIA e medidas minimizadoras preconizadas.

Início da implementação das medidas mitigadoras previstas na DIA.

Julho de 2007

Após a implementação das condicionantes e medidas de minimização previstas na Declaração de Impacte Ambiental, o SUCH obtém a licença de exploração da Unidade de Incineração do Parque de Saúde de Lisboa.

Esta licença foi atribuída na sequência de uma acção de vistoria conjunta pela Direcção Geral de Saúde, Agência Portuguesa do Ambiente, Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Autoridade para as Condições de Trabalho e Inspecção Geral do Trabalho, realizada em 4 de Julho.

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