Perguntas e Respostas
O QUE É A INCINERAÇÃO?
É um processo de eliminação térmica, realizado a altas temperaturas (850ºC-1200ºC), com tempo de residência controlado, utilizado no tratamento de resíduos perigosos e dos que necessitam de destruição completa e segura.
Nesta tecnologia, ocorre a decomposição térmica via oxidação seca, a temperaturas elevadas, da parcela orgânica e combustível dos resíduos, transformando-a em gases e matéria inorgânica e incombustível. Desta forma, reduzem-se significativamente o peso e volume dos resíduos e também a sua perigosidade, visto que se eliminam os agentes patogénicos e se destroem resíduos de medicamentos e outras substâncias químicas.
A incineração ocorre a temperatura e pressão controladas.
QUAIS AS ETAPAS DO PROCESSO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS HOSPITALARES?
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Triagem e acondicionamento
Tudo começa nos locais onde são produzidos os resíduos hospitalares, as unidades prestadoras de cuidados de saúde. Cabe a estas unidades a correcta triagem e acondicionamento dos resíduos em diferentes recipientes de acordo com o tipo de resíduos.
Dada a elevada importância desta primeira fase do processo, o SUCH realiza periodicamente acções de sensibilização e formação, junto de gestores hospitalares, médicos, enfermeiros e auxiliares, nos aspectos relacionados com a protecção individual e com os procedimentos para optimização desta fase. Ainda neste âmbito, o SUCH oferece soluções de contentorização e acondicionamento adequadas, de acordo com as especificidades das unidades produtoras.
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Transporte
O transporte até à Central de Incineração é assegurado por uma equipa técnica especializada, com formação para o transporte de mercadorias perigosas, através de viaturas apropriadas e de uso exclusivo para o efeito. A recolha para tratamento de resíduos hospitalares é realizada diariamente, junto das várias unidades produtoras no país a quem o SUCH presta este serviço.
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Controlo e armazenamento
Chegados à unidade de tratamento, os contentores, devidamente identificados no que respeita à respectiva proveniência e tipo, são descarregados. Os resíduos são registados e pesados em separado, através de leitura óptica.
Nos casos em que a incineração não tem lugar logo após este processo, os resíduos hospitalares são armazenados, até um máximo de 7 dias, em edifício concebido para o efeito. Este armazém está dotado de bacias de retenção para os efluente líquidos, de sistema automático de combate a incêndios e de capacidade de refrigeração.
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Incineração e destino final
Após a incineração e adequado tratamento das emissões gasosas, os resíduos hospitalares dão origem a escórias e cinzas volantes e sais residuais. As escórias são depositadas em Aterro de Resíduos Industriais Banais e as cinzas volantes e sais residuais são depositados em Aterro de Resíduos Industriais Perigosos.
Em média, são diariamente tratados na Central de Incineração que o SUCH explora através da SOMOS AMBIENTE, cerca de 5500 Kg de resíduos hospitalares.
COMO É CONTROLADA ESTA ACTIVIDADE?
As emissões atmosféricas resultantes da actividade da central são monitorizadas em contínuo. Estes valores são reportados em médias a cada 30 e/ou 10 minutos, conforme o parâmetro em análise. Semestralmente, efectuam-se campanhas pontuais para monitorização de dioxinas, furanos e metais pesados.
Estes dados são divulgados regularmente no site http://www.somos.pt/
A Agência Portuguesa de Ambiente e a Inspecção-Geral do Ambiente (IGAOT) fiscalizam a actividade da Central de Incineração, nomeadamente o risco ambiental e os níveis de poluição.
POSSO VISITAR A CENTRAL DE INCINERAÇÃO?
O SUCH realiza todos os anos duas sessões de esclarecimento abertas aos público em geral, que incluem visitas guiadas à Central de Incineração, mediante uma inscrição prévia e limitadas a um número máximo de 20 participantes.
As sessões são anunciadas no site http://www.somos.pt/, e num jornal nacional de grande circulação.